Homenageados no Programa Nossa história dão cor a dia cinzento

Pela primeira vez, em trinta edições do Programa Nossa História, os guarda-chuvas precisaram ser abertos para proteger os homenageados na solenidade de hasteamento das bandeiras, realizada na manhã desta quinta-feira (31). A garoa veio fraca e, apesar do céu cinzento, ao lado dos pavilhões, a história viva da cidade brilhava e emocionava o público presente.

Naipha Frazoni Gonçalves da Silva, 86 anos, cantava os hinos à bandeira, Osasco e o Nacional, como uma adolescente em um show de rock. Embalou a bandeira de São Paulo, que conduziu e hasteou como se carregasse nos braços um de seus descendentes. João Gilberto Port, 84 anos, um dos mais jovens vereadores da primeira e segunda legislaturas osasquenses, ex-presidente da Câmara de Osasco, conduziu a bandeira do Brasil e manteve a altivez de uma pessoa que se orgulha de suas lutas e que tem a certeza de ter cumprido o seu papel com honradez.

Filho de Orlando Calazans, o primeiro presidente da Câmara de Osasco, Álvaro Calazans conduziu a bandeira de Osasco e homenageou o pai em suas palavras.“ Estou muito feliz em representar meu pai. Sei que ele está olhando para todos nós e está torcendo muito para nós continuemos a fazer de Osasco uma cidade bonita e segura para todos”, comentou Calazans.

Sorridente e com uma energia contagiante, Naipha da Silva contou como foi sua infância na então Vila Osasco. “Cheguei aqui há 80 anos. Ainda era estrada de terra, as boiadas passavam e nós, crianças, nos escondíamos dentro das valetas com medo de que bois nos pegassem. Minha infância foi maravilhosa em Osasco”, comentou ao oferecer calorosas palmas para a cidade de Osasco. “Uma cidade que nunca vou esquecer”.

João Gilberto Port se sentia em casa. Emocionou-se ao lembrar-se de suas histórias com Orlando Calazans, padrinho de seu casamento e de seu filho, e que foi representado por Álvaro Calazans. Mencionou os movimentos pela emancipação de quando participava das reuniões nas casas dos emancipadores mais experientes. E falou sobre o choque que sofreu quando veio de Pirassununga para Osasco.

“Eu sou de Pirassununga e quando vim para Osasco, ela tinha 50 mil habitantes e era uma cidade limpa, planejada, urbanizada. Meu pai era  sargento e veio pra Quitaúna. Minha mãe veio dar aulas  Quando cheguei aqui, era uma imagem terrível, tinha barro, sujeira, muito pernilongo e esgoto a céu aberto. Eu ia à noite ao antigo colégio Raposo Tavares, que hoje é o Bittencourt, e era uma briga contra pernilongo”, contou Port. “Me orgulho desta cidade que me abrigou e por ter prestado um bom serviço em todos os cargos públicos que tive”, concluiu.

O presidente da Frente Parlamentar Nossa História, Rogério Santos (PL), agradeceu a presença dos homenageados reforçando a importância que eles têm para a cidade. “A gente escuta a história, lê, vê nos muros da cidade. Mas, com esse programa, muitos estão podendo conhecer essas pessoas aqui, suas histórias, suas famílias. Histórias que ficam no coração de outras pessoas”.

Emocionado, Josias da Juco (PSD) falou sobre a importância de resgatar a história das pessoas, principalmente de pessoas como os homenageados que podem, pessoalmente, contar como era Osasco. “Muitas vezes, algumas das pessoas que participaram da emancipação nós conhecemos pelas fotos e homenagens. Esse programa resgata não apenas a história daquelas pessoas, mas também daqueles que ainda estão no nosso meio”, disse o parlamentar.

Por Ana Luisa Rodrigues
Fonte: osasco.sp.leg.br