Parlamentares alertam quanto a atos de violência contra agentes políticos

A Moção de Solidariedade 458/2021, aprovada durante a 29ª Sessão Ordinária, na última terça-feira (23), gerou debates sobre os atos de violência sofridos por agentes políticos em todo o país.

O documento, apresentado pela vereadora Juliana da AtivOz (PSOL), externa a solidariedade do parlamento osasquense à vereadora Mariana Conti, do PSOL de Campinas, que recentemente foi vítima de atos de ameaça.

A vereadora, que é aluna do programa de pós-graduação em Ciência Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sofreu ameaças à sua integridade física por meio de um telefonema direcionado ao seu gabinete parlamentar.

Os vereadores osasquenses repercutiram o caso em plenário e falaram de outras ações intimidatórias sofridas por agentes políticos.

“Não é a primeira vez que uso essa tribuna para fazer Moção de Solidariedade a alguma mulher que sofre violência”, lamentou Juliana da AtivOz. Para a vereadora, a violência política produz grandes desigualdades de poder e, quando é direcionada a mulheres, acaba desestimulando-as a entrar para a vida pública.

Violência Contra Mulheres

Engajada na luta contra a violência às mulheres, a Câmara sediará, na próxima quinta-feira (25), a abertura da campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”.

Trata-se de um evento anual e internacional, que segue até 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos. A ação é uma parceria com a Secretaria Executiva de Política para Mulher e Promoção da Diversidade de Osasco.

Ameaça de Morte

De acordo com o vereador Josias da Juco (PSD), as ameaças políticas não são direcionadas apenas às mulheres, mas aos homens também. O parlamentar lamentou a morte recente do vereador de Itapevi, Dênis Lucas, vítima de assassinato, e revelou na tribuna que presidente da Câmara de Osasco, Ribamar Silva (PSD), recentemente também recebeu ameaças de morte.

Ribamar Silva confirmou a informação dada por Josias e disse ter sido ameaçado três vezes. Por fim, pediu proteção a Deus. “Podem ameaçar, mas tenho certeza de que minha vida é guardada por Deus. Se acontecer alguma coisa, é porque Deus permitiu”.

Por Deniele Simões

Fonte: osasco.sp.leg.br