Repatriados da China divulgam fotos e vídeos da quarentena

epois da chegada ao Brasil, apos quase dois dias de viagem da China, os brasileiros e uma chinesa trazidos ao país já estão instalados nos hotéis da Base Aérea de Anápolis, a 55 de Goiânia. Eles ficarão em quarentena por 14 dias. Poucas horas após se instalarem a chinesa Hui Zhang, 33 anos, enviou vídeos da filha Isabela de 1 ano brincando no quarto e, também, num corredor da unidade.

“Já nos falamos. Elas estão bem, fizeram exames. Todo mundo fez exames. Ninguém tem sintomas. Ficaram 40 horas nessa viagem, muito longa e muito cansativa”, disse o marido de Hui, o ilustrador Pablo Lassalle.

Hui e a filha estavam em um dos dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) que pousaram na Base Aérea de Anápolis, pouco depois das 6h deste domingo (9). Elas e mais 32 pessoas – entre brasileiros e cônjuges chineses – que estavam em Wuhan, epicentro do surto do coronavírus, vão ficar em quarentena no local por 18 dias.

Outros passageiros também postaram em redes sociais agradecendo a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB) e pelo acolhimento recebido. Em uma das publicações, um brasileiro se surpreende com os lanches deixados no quarto como presente de boas-vindas. Nas portas de todos os alojamentos há a identificação de quem ficará hospedado.

Os passageiros desceram dos aviões usando máscaras cirúrgicas e foram direto para um ônibus. Durante a quarentena, eles serão obrigados a colocar o equipamento quando estiverem fora dos quartos.

“Não há nenhum sintoma de nenhum tipo de dificuldade. Eles seguem agora para os seus apartamentos, onde a Secretaria de Saúde do Estado de Goiás irá fazer os exames. Depois, eles vão entrar na rotina diária de quarentena, quando três vezes ao dia farão uma consulta com os médicos”, disse o general Manoel Pafiadache, secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa.

O Ministério da Saúde ainda vai avaliar o quadro de cada integrante da equipe de apoio para saber se o grupo de suporte vai precisar ficar isolado. Um grupo com 50 militares fez a desinfecção dos equipamentos e veículos usados no transporte dos passageiros após o pouso.

Ao todo, foram 95 horas de voo desde que as equipes partiram de Brasília para buscar os brasileiros, na quarta-feira (5). No caminho de volta, iniciado sexta-feira (7), os aviões saíram de Wuhan e pararam em Urumqi (China), Varsóvia (Polônia) e Las Palmas (Espanha). Já no Brasil, fizeram em Fortaleza uma última escala antes de pousar em Anápolis. Cada um dos trechos da viagem tem aproximadamente 18,3 mil km.

O que será oferecido aos repatriados na quarentena em Anápolis:

6 refeições diárias: café, colação, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia (acompanhados por nutricionistas);

Videogame, brinquedoteca, jogos, biblioteca, apresentação de bandas militares;

Internet, TV a cabo, frigobar, geladeira sem itens alcoólicos;

Serviço religioso;

Emergência odontológica;

Apoio psicológico e pedagógico.

Os repatriados

Os grupo dos 34 repatriados da China é composto da seguinte forma:

4 chineses casados com brasileiros;

7 crianças com idades entre 2 e 12 anos;

23 brasileiros adultos – casais e homens e mulheres solteiros (sendo três diplomatas).

A tripulação das aeronaves é formada por:

14 médicos;

8 tripulantes;

2 jornalistas.

Seis estrangeiros tiveram autorização do governo federal para embarcar nos aviões. No entanto, um indiano não viajou por problemas no passaporte. Os demais desembarcaram na Polônia:

4 poloneses;

1 chinês.

 Surto

Desde o início do surto, no início do ano, a China registrou 812 mortes por coronavírus e 37.251 casos confirmados. No Brasil, são oito casos suspeitos do novo coronavírus e nenhuma confirmação, de acordo com o Ministério da Saúde. Os dados são do balanço divulgado às 13h30 de sábado (8). Segundo o governo federal, já foram descartadas 28 suspeitas desde o começo do monitoramento.

Fonte: gazetaweb.globo.com