Queimaduras dificultam identificação de quarta vítima da queda de avião em BH



Não há prazo para a liberação da quarta vítima do acidente envolvendo um avião de pequeno porte que caiu no bairro Caiçara, na Região Noroeste de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (21). De acordo com a Polícia Civil, a identificação não pode ser feita por arcada dentária ou pelas impressões digitais por causa do alto grau de queimaduras que o corpo sofreu.

Ele seria de Paulo Jorge de Almeida, pedreiro que iria trabalhar no local onde aconteceu a queda. A vítima estava com Pedro Antônio Barbosa, de 54 anos, cujo corpo foi sepultado nesta terça-feira (22).

“Já foi coletado material de DNA dos familiares para posterior comparação com o DNA que foi retirado do corpo da vítima. Nos mesmos moldes que acontecem em Brumadinho, é difícil extrair DNA de um corpo carbonizado, como é difícil extrair de um corpo em decomposição”, disse o superintendente técnico-científico do Instituto Médico-Legal, Thales Bittencourt de Barcelos.

Segundo o protocolo internacional seguido pelo órgão, os peritos têm até 90 dias para concluir a análise.

Acidente

Alguns segundos após decolar do Aeroporto Carlos Prates, a aeronave de pequeno porte caiu no bairro Caiçara, matando quatro pessoas: Pedro Antônio Barbosa, Paulo Jorge de Almeida, Hugo Fonseca da Silva e o piloto Allan Duarte.

O dono da aeronave Ssrael Campras e Thiago Funghi Torres foram levados para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apura o caso. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a investigação tem o objetivo de prevenir novos acidentes com as mesmas características.

Fonte: G1.globo.com