Programa garante atendimento humanizado a pacientes acamados

Texto: Marco Borba

Imagens: Sérgio Gobatti

Prestes a completar 11 anos, o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Osasco oferece atendimento humanizado a pacientes acamados com os mais variados quadros clínicos (baixa e alta complexidade) e diagnosticados com Alzheimer, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), entre outras enfermidades.

Vinculado ao Programa Melhor em Casa, do governo federal, o serviço é oferecido a 201 pacientes da cidade que dependem de cuidados médicos e dos próprios familiares para tomar medicação, se alimentar e cuidar da higiene pessoal. 

São feitos em média 28 atendimentos diários. No entanto, dependendo da complexidade do caso, um paciente pode ser atendido mais de uma vez.

Quatro equipes cuidam dos pacientes.  O SAD conta com 42 profissionais, entre motoristas, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais.

Os pacientes são inseridos no programa a partir da identificação dos casos nos atendimentos de rotina na rede municipal e posterior diagnóstico por meio de exames.

Após a identificação dos casos, é feita a classificação da complexidade para a definição da modalidade de atenção domiciliar em que se enquadram os pacientes.

Na sequência é elaborado um plano de trabalho para cada paciente contendo as condutas, serviços e a periodicidade de visitas. A partir daí iniciam-se os cuidados em domicílio.

A periodicidade depende da necessidade de cada caso. Há visitas semanais para pacientes com lesões e também quinzenais, mensais e bimestrais.

Terceira Idade

Embora a maioria dos pacientes seja idosa, são atendidos pacientes de várias faixas etárias. O critério para o atendimento é clínico e visa pacientes impossibilitados de buscar atendimento na rede.

A população idosa é maioria nos atendimentos porque na medida em que envelhece aumenta a necessidade de cuidados contínuos em razão do surgimento de doenças crônico-degenerativas.

Diagnosticado com ELA há dois anos, o pedreiro Gelço Pereira Lino, 60 anos, é um dos pacientes atendidos pelo programa. A doença causa perda de força muscular e vai se agravando até o ponto de a pessoa encontrar dificuldade para respirar e ingerir os alimentos, entre outras complicações. 

Segundo Raimunda Gabriel Pereira, a situação do marido se agravou e ele está acamado desde que foi submetido a cirurgia de gastrostomia (para fixação de sonda alimentar), em fevereiro deste ano.

”Ele ficou internado até julho e, em agosto, passou a ser atendido pelo SAD. Ainda bem que existe esse programa. Ajuda bastante, porque era complicado. A gente não sabia o que fazer para cuidar dele. Aprendemos um pouco no tempo em que ele esteve internado”, disse Raimunda, que agora tenta na Justiça a aposentadoria para o marido.

Ela comanda a casa com a ajuda dos filhos. A família mora em área urbanizada, às margens do chamado braço morto do Rio Tietê, no Jardim Rochdale.

Para a fisioterapeuta e coordenadora do Serviço de Atenção Domiciliar, Maria Aparecida Alcântara Dórea, o serviço dá mais tranquilidade às famílias e ao paciente. “Humaniza o atendimento, porque o fato de estar em casa garante mais conforto ao paciente, ameniza a tensão que é estar doente e ter de ficar internado. A pessoa se sente melhor em casa, perto dos familiares”. 

A Secretaria de Saúde conta ainda com o programa Estratégia da Família, que também atende pacientes acamados ou com mobilidade reduzida, com grau de comprometimento da saúde menos complexo.

Fonte: http://www.osasco.sp.gov.br/noticias/programa-garante-atendimento-humanizado-a-pacientes-acamados

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